terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Campo Eliseo e Framingham Sauv. Blanc - Vinhos Premiados

 Mais dois de nossos vinhos ganharam classificações muito boas em duas revistas renomadas:

- Campo Eliseo 06 (R$413)  ficou em 1º lugar, com 95 pontos, na degustação dos melhores vinhos de 2011 da revista Wine Enthusiast.








- Framingham Sauvignon Blanc 08 (R$106) teve a pontuação mais alta - 89 pontos - na degustação de Sauvignon Blanc da edição de janeiro da revista diVino.

ABS Litoral - 1

 Ano passado eu e o Murilo começamos a fazer o curso profissionalizante da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers)para formação de sommeliers. O curso é ministrado na Piccola Forneria, às quartas-feiras.
 Como já se passaram muitas aulas, vou fazer um resumão do que já se passou.
 Bem, começamos com as origens da videira, e o vinho desde a Grécia e Roma antigas até os dias de hoje. Aprendemos sobre os cortes do vinho - porque cortar, tipos de corte e quando cortar. Sobre a vitivinicultura, o ciclo vegetativo da videira, e as influências na qualidade do vinho - clima, solo, intempéries, pragas e doenças.
 Estudamos sobre técnicas viticulturais e sobre os cuidados que devemos ter trabalhando com a videira - podas, adubação e irrigação e combate a pragas e doenças já ditas antes.
 Discutimos a importância da localização do vinhedo e sua orientação das fileiras. Quando é o momento certo da colheita e quais métodos são uitlizados.
 Entramos no assunto das castas viníferas - tintas e brancas -, aprendemos sobre as principais, suas origens e características.
 No final de setembro, começamos a estudar as técnicas especiais de vinificação e suas produções.
 Tivemos noções de terroir, falou-se sobre Velho e Novo Mundo, e como os fatores humanos, caráter mineral e tendências atuais são influenciadas (ou influenciam) no conceito terroir.
 Aprendemos sobre as regiões do Porto e da Madeira - suas Histórias, suas regiões, seus solos, suas viticulturas e suas uvas. Estudamos sobre o vinho do Porto e seus estilos.
 Passamos pela composição química do vinho e o porque do uso da madeira (e de ser carvalho).
 Em dezembro aprendemos sobre espumantes e frisantes - asti, prosecco e champagne - e tivemos nossa primeira prova, com muitas questões e uma degustação.

 Daqui para frente, escreverei sobre as aulas do curso de sommelier da ABS, mas sem deixar passar tanto tempo, assim posso apresentar melhor minha percepção baseada nessas aulas.
 Espero que gostem, um pouquinho mais de conhecimento dessa bebida que tanto apreciamos não faz mal não é?!

 Abraços.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

2012 - Ano de Portugal no Brasil

Anualmente, um país é convidado a promover ações bilaterais de aproximação com nossa nação para juntos nos reiventarmos culturalmente.
Este ano temos um ato inédito, Brasil e Portugal realizarão juntos o "Ano de Portugal no Brasil" e o "Ano do Brasil em Portugal". Foi acordado que o "ano" começará dia 07/09/2012 - dia nacional do Brasil - e terminará dia 10/06/2013 - dia nacional de Portugal.
Com isso, a Zahil Santos também promoverá um ano repleto de ações como promoções e eventos que auxiliem na divulgação dos diferentes estilos de vinhos de nossos patrícios. Aguardem!

Um bom ano aos portugueses e brasileiros!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Volcanes de Chile - vinhos premiados

Recentemente, a Volcanes de Chile teve três de seus vinhos muito bem pontuados pelo Guia Descorchados 2012, e seus vinhos também foram premiados na 9th Annual Wines of Chile Awards - um dos prêmios mais importantes da indústria chilena do vinho.
Os vinhos premiados foram:
- Summit 2900 Reserva Sauvignon Blanc 2011 - 91 pontos no Guia Descorchados;

- Tectonia Pinot Noir 2010 - 89 pontos no Guia Descorchados e Medalha de Ouro na categoria Pinot Noir do 9th Annual Wines of Chile Awards;
- Parinacota 2009 - 91 pontos no Guia Descorchados.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Zahil na Prazeres da Mesa nº101

Na edição de dez./jan. 2012 saímos no ranking dos "100 Grandes Vinhos" - os rótulos mais bem pontuados nas degustações de 2011. Lá estão nossos Finca La Garriga 06 (100% Samsó (Carignan), que é surpreentendemente fresco e equilibrado, sem excessos e com as especiarias típicas, alcaçuz e pimenta, da uva na região; e The Coppermine Road 05 (100% Cabernet Sauvignon produzido com uma parcela selecionada das melhores plantas), ambos com 91 pontos, pontuação esta que pela tabela da revista quer dizer que é um "Ótimo" vinho. Nosso Lagar de Cervera 08 (vinho muito fresco e com perfumes de flores e frutas produzido 100% com a uva Albariño) também apareceu no ranking com 88 pontos ("Muito bom" vinho).
Na matéria da entrevista com Giuseppe Palmieri (sommelier do restaurante Osteria Francescana, em Modena, Itália) alguns vinhos são destacados por ele como caprichos seus, vinhos que conquistaram espaço em sua adega e pelos quais é apaixonado, dentre estes estão os Barolos de Giacomo Conterno, e aqui na Zahil temos o Cascina Francia (um Barolo sério, para se beber entre 10 a 30 anos, de estilo tradicional).
Na coluna "As Melhores de 2011" de Jorge Lucki (consultor da Zahil), ele fala sobre as melhores harmonizações do ano.
Ler esta matéria dá água na boca e grandes dicas para quem quer preparar tais pratos ou beber certos vinhos e não sabe como harmonizá-los, vale a pena conferir...
Com o "robalo em ceviche e sopa fria ao manjericão foi servido um vinho fresco e de boa estrutura, nosso Chablis Grand Cru Les Preuses 07 (vindo de um vinhedo que produz vinhos gordos, maduros e equilibrados) foi o escolhido e se saiu muito bem.
Nosso Ribolla Anfora 04 (vinho mineral, estruturado e com acidez viva) foi harmonizado com "leitão de leite, caqui na cachaça e alho negro". Como diz Lucki, o leitão de carne tenra "exige" um Gravner (produtor deste vinho).
E para finalizar, na coluna de Jorge Carrara apareceu nosso Juan Carrau Reserva Sauvignon Blanc Sur Lie (inspirado nos Sauvignon Blanc do Loire, França, tem um estágio de 3 meses sobre as lias de fermentação, enriquecendo-se em perfumes e ganhando em volume e textura) na matéria "Grande Safra no Uruguai".
A matéria fala sobre o "Food & Wine 11" que aconteceu em Punta del Este e reuniu 15 chefs de diversos países.
A segunda edição do evento aconteceu no hotel Mantra e, no último dia enquanto Francis Mallmann (chef argentino) cozinhava numa praça, nosso querido Juan Carrau Reserva Sauvignon Blanc Sur Lie foi servido.
Estou um pouco atrasada quanto a esta edição da Prazeres da Mesa, mas não podia deixar de falar de tanta comida gostosa e vinhos maravilhosos. Espero que se deliciem!
Abraços.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Olá a todos,
Estive no Uruguai  em 2011 a convite da Bodegas Carrau, e fomos recebidos pelos irmãos Francisco e Javier Carrau e o enólogo Octavio Giola.
A Família Carrau começou sua história com vinhedos e vinhos na Cataluña em 1752, chegaram ao Uruguai em 1930, pelas mãos de Juan Carrau Sust avô dos nossos anfitriões Francisco e Javier.
Octavio Giola nos acompanhou a um passeio nos arredores da sede da vinícola onde são cultivados uma pequena mostra da uva Tannat provenientes de vários países, entre eles França, Africa do Sul e E.U.A, sendo estas plantas utilizadas na pesquisa para melhoramento desta variedade.  Hoje, a Carrau produz uma grande variedade de cepas, sendo a mais importante, claro, a Tannat, seguindo de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Nebiolo nas tintas e, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Moscato nas brancas.
Além dos vinhedos de Canelones, cortamos o país para conhecer o projeto que faz fronteira com o Brasil, nos vinhedos de Cerro Chapéu, onde pudemos degustar algumas raridades, como a primeira safra do Amat Tannat 1998 e a safra 2002, considerada a melhor de todas.
De volta a Montevidéu, nos despedimos do Uruguai em um almoço onde confirmamos a perfeita harmonização da uva Tannat com a excelente carne de cordeiro produzida naquele país. Para este almoço, o vinho escolhido foi o Juan Carrau Reserva Tannat (R$58) vinho com muito boa relação qualidade/preço.
Um abraço a todos e até breve.
Murilo

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Le Orme

Mais um vinho Zahil muito bem avaliado!


"Le Orme" Barbera d'Asti 2009, Michele Chiarlo, recebeu 90 pontos da revista Wine Spectator.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jantar Harmonizado Zahil & Guaiaó: Vinhos Castillo Perelada

Tivemos o prazer de oferecer, em parceria com o Guaiaó Restaurante, um jantar harmonizado pelos vinhos espanhóis Castillo Perelada.
Apesar da parceria, que se estabelece com vínculos cada vez mais próximos, da Zahil com o Guaiaó, eu ainda não tinha tido a chance de conhecer o restaurante, e confesso que a curiosidade era grande por conta dos inúmeros elogios que ouvia de nossos clientes. Passo a vocês então a minha impressão do restaurante logo ao chegar...O foco é a comida. Com uma decoração bastante minimalista, que une o clássico ao moderno, o clima é de total apreço à gastronomia contemporânea. Do salão é possível ver os pratos serem preparados pelo chef André Ahn, e o atendimento no salão é impecável, fazendo com que nos sintamos respeitados, pois o momento é nosso e, seremos bem atendidos.
Mas, o dia era de "festa" e logo reconheci muitos de nossos convidados que são para nós mais do que meros clientes. As Cavas já estavm no gelo e os vinhos já estavam sendo decantados. Patrice Lesclaux (diretor da Castillo Perelada) e Bernardo Silveira (diretor técnico da Zahil) cuidaram para que o serviço do vinho também fosse perfeito. Senti-me segura e feliz.
Para o início do jantar, o Murilo (Zahil Santos) apresentou Patrice, que descreveu a história da vinícola na Catalunha, o castelo medieval sede da vinícola e o prestígio dos vinhos Castillo Perelada pela Espanha e pelo mundo, representado pelas celebridades como a Cava o casamento do príncipe Philipe ou a declarada adoração de Salvador Dali por seus vinhos.
Então, deu-se início à descrição das Cavas Rosada e Brut, que acompanharam respectivamente as entradas "Tomate Tomate Tomate" e "Vieiras marinadas em azeite de castanha" - ocorreu uma harmonização perfeita entre a Cava Rosada (R$98) e a entrada de tomate, principalmente devido ao adocicado do tomate com o delicado adocicado do espumante rosé; já na segunda entrada, a Cava Brut (R$98)  harmonizou com as vieiras que eram acompanhadas por creme de cará, mas não com o molho de maracujá que acompanhava o prato, que segundo Bernardo, harmonizaria melhor com um vinho com maior grau de acidez como um sauvignon blanc do novo mundo.


O Crianza 3 Fincas (R$74) foi servido com "Costelinha de porco ao molho de shoyo na cama de canjiquinha com shimeji e brotos", uma harmonização que agradou a todos. Para acompanhar o segundo prato "Cupim ao molho roti com creme de alho poró e cogumelos diversos ao molho de taré de caju" servimos dois vinhos: os Reservas 5 Fincas (R$132) e o Malaveina (R$205), sendo que o segundo foi considerado "a grande presença na noite".


A sobremesa "Torre delícia recheada com mousse de chocolate meio amargo com calda de chocolate e creme de sonho de valsa" foi acompanhada pelo madeira Full Rich 5 years, da vinícola portuguesa Henriques & Henriques.

Foi uma noite incrível!
Obrigada ao André Antivilo e ao André Ahn pela acolhida no Guaiaó Restaurante, esperamos repetir a noite em breve. Obrigada a todos os convidados-clientes-amigos.
Um grande abraço.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Vinho no Verão?!

Sim!!! Podemos beber e aproveitar muito bem esta bebida no verão.
Muitos não conseguem nem pensar em vinho nesta época porque consomem apenas vinhos tintos e, com a chegada do calor abafante da nossa região, correm para a cervejinha. Mas tenho uma solução maravilhosa, deliciosa, dos deuses! É o vinho branco: leve e fresco.
O vinho branco nesta época do ano é perfeito. Refresca e harmoniza deliciosamente com nossos pratos com peixes e frutos do mar que começam a entrar mais no nosso dia-a-dia. Ele também faz tão bem para a saúde quanto o vinho tinto.
Sugiro nesta postagem o delicioso francês La Haute Févrie - Muscadet (R$78), um vinho fresco, com aromas de frutas cítricas e com leve gás resultante do seu tempo de amadurecimento com as lias. Pode ser servido para acompanhar o "risoto de lagosta com molho ao peste e anis estrelado" do restaurante Les Epices, do Hotel Jequitimar Guarujá, que em um evento do hotel foi muito elogiado; ou também podem provar no restaurante Cantinetta (Cambury) juntamente com a entrada "lulas grelhadas com alho e ervas, shoyo e vinagre balsâmico" ou com o prato principal "Linguado Cantinetta - filé de linguado com manteiga de curry, arroz de jasmine com coco, chutney de manga e banana grelhada".

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Novidade fresquinha na Zahil Santos

Para atender ao nosso público exigente, que ama vinho e gastronomia buscamos por muito tempo algum produto para complementar nosso portfólio, mantendo o padrão de excelência dos vinhos Zahil. Finalmente encontramos um produto de exclusiva qualidade, bom gosto e requinte, além do delicioso sabor: as geléias Mathilda.

Tivemos o prazer de conhecer sua criadora, a simpática francesa Laetitia, que nos trouxe junto com potes de geléia, um pouco da história da sua infância na Normandia e da cultura francesa, numa viagem até a concretização de seu sonho de trazer ao Brasil a qualidade genuinamente francesa da gastronomia, inicialmente com a produção de geléias de alta qualidade. Histórias semelhantes às que o mundo do vinho nos proporciona.
Finalmente, depois do mergulho na história, mergulhamos nossas colheres nos potes alaranjado (de damasco com amêndoas), roxo (mertilo com amoras) e rosa (framboesa) e então tivemos a prova da diferença. Nada no mercado nacional se compara ao sabor da geléia Mathilda. Equilibrada no açúcar, na consistência e no sabor intenso da fruta. Uma delícia!

No mesmo dia fizemos o pedido à Laetitia, com a certeza de que nossa querida e exigente clientela irá aprovar. Venha degustar vinhos e geléias e conhecer o que a frança faz de melhor!

Um grande abraço a todos.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Zahil na Prazeres da Mesa - ed. 99

A Zahil foi citada em duas matérias na edição nº99 Especial de Natal, da Revista Prazeres da Mesa. A primeira - "Para Enófilos Exigentes" - fala sobre a terceira edição do encontro Internacional do Vinho que aconteceu no Espírito Santo. Entre muitas palestras e degustações, alguns vinhos foram destacados na matéria, como nosso italiano Gravner Ribolla 2008 - vinho de aromas minerais e estruturados, com acidez viva e taninos firmes, de um amarelo escuro e brilhante. Como trata-se da edição de natal, a revista não poderia estar completa sem uma indicação de espumantes, não é mesmo? Assim, a segunda matéria em que nossos vinhos foram citados intitula-se "A Bebida da Festa". Numa seleção de 50 vinhos espumantes, separados por nacionalidade, não poderia deixar de aparecer o nosso campeão de vendas e recomendação, Veuve Paul Bur Brut (Fr.) - com aromas florais e frutados muito delicados, com sensação de cremosidade na boca e persistente. Também tiveram destaque  nossos champanhes Drappier Carte d'Or - champagne fresco, delicado e rico em aroma de frutas vermelhas, quase totalmente produzido da uva Pinot Noir. - e Drappier Cuvée Charles de Gaulle - produzido em homenagem ao general de Gaulle em comemoração dos 50 anos do "Chamado do 18 de Junho" pois os champagnes da Drappier lhe agradavam muito pelo baixo teor de açúcar e a alta quantidade de Pinot Noir em sua composição.
Brindamos a todos desejando um feliz 2012! 



Para quem ainda não leu esta edição, mesmo que tenhamos passado da época de festas de fim de ano, vale a pena conferir. Com muitas matérias interessantes, receitas de dar água na boca e rótulos de vinhos para todos os gostos, é uma revista para lermos e relermos.



Um abraço.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Creme de Abóbora

Continuando nossa conversa sobre as sopinhas de inverno, vou falar agora sobre o Creme de Abóbora. Esta sopa de delicado sabor, que os italianos chamam de "crema di zucca", harmoniza com... Bem, este é o problema: eu  não encontrei nenhuma dica de harmonização em minhas pesquisas, me desculpem. Mas, que tal um desafio? Abaixo transcrevi uma receita e aguardo sugestões suas, nossos amigos leitores, depois de fazerem e provarem a receita nos enviem sua dica de harmonização, ou mesmo de "não-harmonização".
O que descobri pesquisando sobre este creminho foram algumas curiosidades sobre a abóbora. Primeiro, você sabia que a abóbora pertence a mesma família da melancia, melão, chuchu e pepino e fazia parte da base da alimentação das civilizações Asteca, Inca e Maia? Ela reduz o risco de anemia, é bom para o fígado e combate náuseas em geral.
Fazendo tão bem para a saúde, esquentando nossos dias frios e ainda sendo tão gostoso, recomendo preparar e comer esse delicioso creminho. Aí vai a receita:




Ingredientes:
- 500g abóbora cortada em cubos
- 1 e 1/2 tablete de caldo de carne
- 500 ml água
- 4 colheres (sopa) azeite
- 1 cebola picada
- 1 colher (sopa) alho amassado
- 1/2 lata creme de leite
- Sal a gosto

Acompanhamentos: carne seca desfiada, croutons e salsinha picada

Modo de Preparo:
Cozinhe a abóbora na água com os tabletes de caldo de carne. Retire a abóbora e reserve o caldo do cozimento. Numa panela, coloque o azeite e amoleça a cebola e o alho. Junte a abóbora cozida e refogue. Desligue o fogo, adicione o creme de leite, bata no liquidificador com a água do cozimento da abóbora e acerte o sal. Sirva com carne seca desfiada, croutons e polvilhe salsinha picada.


Bom apetite e até próxima!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Dicas de Harmonização no Inverno: Caldo Verde e Vinho

Com este frio, o bom mesmo é ficar debaixo do cobertor com uma cumbuquinha de sopa ou creme bem quentinho e um bom vinhozinho para acompanhar. Pensando nisso, escreverei sobre 6 sopinhas que nossa  equipe escolheu como favoritas, e suas possíveis harmonizações com os vinhos Zahil.
Vou falar neste post sobre o famoso Caldo Verde. Esta é uma sopa tipicamente portuguesa, mais especificamente da região do Minho (norte de Portugal), sendo provavelmente a sopa portuguesa mais famosa e usualmente servida como entrada ou na ceia.
Este caldo é feito com couve galega, e a degustação minhota típica é feita em tigelas de barro, regada com fio de azeite, acompanhada de rodelas de chouriço e uma fatia de broa de milho.
Caracteriza-se por aroma levemente herbáceo e corpo leve, assim sendo, precisamos de vinhos levemente frutados e especiados de corpo médio, como os vinhos do Dão, como nosso elegante Duque de Viseu (R$51).
Outra sugestão, um pouco mais difícil de conseguir é acompanhar com o Vinho Verde tinto, que também é da região do Minho ou com os frutados e aromáticos tintos do Alentejo como nosso Vinha do Monte (R$49), só tomando cuidado para não escolher os muito alcoólicos.
Caso sua preferência seja pelos brancos, sugiro os brancos herbáceos da Bairradas ou Chardonnays acarvalhados do Novo Mundo.
E para estimular ainda mais seu paladar, aí vai uma receita deliciosa de Caldo Verde:

Ingredientes:
- 6 colheres (sopa) de azeite extra virgem;
- 1 Kg de batatas descascadas e cortadas em pedaços;
- 1 maço de couve picado bem fininho;
- 1 paio cortado em rodelas;
- 4 dentes de alho inteiros;
- sal a gosto.

Modo de Preparo:
Coloque numa panela grande o azeite e os dentes de alho e frite até dourar. Desligue o fogo e deixe esfriar. Adicione 2,5 litros de água fria e o sal, deixe ferver. Adicione as batatas e deixe cozer até ficarem bem macias. Desligue o fogo e deixe amornar. Bata tudo no liquidificador e volte a sopa à panela e espere ferver novamente. Enquanto isso, frite levemente o paio e reserve.
Com a sopa fervendo adicione a couve e o paio e deixe cozer por uns dois minutos com a panela destampada (esse é o "segredinho" para a couve não perder sua cor).
Desligue o fogo e sirva com a broa de milho, torradas ou pão preto.

Bom apetite!

Harmonização: Fondue e Vinho Zahil

Com o inverno, que chegou oficialmente, posso falar de um prato para nos deliciarmos à mesa: o fondue.
Temos diversas combinações de cremes e acompanhamentos, mas os mais comuns são mesmo os de queijo, carne e chocolate; e como harmonizar esses fondues com nossos maravilhosos vinhos?
Aqui, vou dar dicas de vinhos que vão combinar perfeitamente com cada tipo de fondue ou, pelo menos, não vão atrapalhar.
Vamos começar com o fondue de queijo. Podemos combiná-lo com o Portillo Chardonnay (Arg. - R$29) que tem aromas frutados, textura untuosa e bom volume. Também fica ótimo com o nosso chileno Domaine Conté Reserva Chardonnay (R$52), um vinho elegante e agradável, com volume e boa acidez e a combinação dos aromas da barrica com as frutas tropicais cítricas. Temos também o Salentein Chardonnay (Arg. - R$61) com boa acidez e frescor mas também um vinho com bom volume. Vejam que para o fondue de queijo indiquei sempre um chardonnay do Novo Mundo, com estágio em barrica de carvalho que traz mais complexidade ao vinho.
Agora se você é daqueles que não dispensa o vinho tinto você pode escolher algum tinto leve e, desta vez, sem passagem por madeira. O Portillo Merlot (Arg - R$29) é frutado e com notas de especiarias e, principalmente possui taninos muito macios. Como outra opção de tinto leve você poderia harmonizar seu fondue de queijo com o Les Salices Pinot Noir (Fr - R$55), delicado e com aromas florais e frutados, fresco, refinado e sem excessos.
O fondue de carne, feito à base de filé mignon, exige um vinho tinto delicado e elegante. Sugiro três opções, de vinhos tintos leve a levemente encorpado, frutado e com taninos macios. Do Novo Mundo, o nosso Trumpeter Malbec/ Syrah (Arg - R$45) que é um vinho sedoso, frutado e com bom aporte dos aromas das barricas. O Português Esteva (R$44) o vinho de entrada da Casa Ferreirinha - mesmo produtor do Barca Velha - é um vinho jovem, rico em aroma frutado e toques florais. Para aqueles que apreciam vinhos mais encorpados, sugiro o Rutini Cabernet/ Merlot (Arg - R$66), delicado e elegante, com fruta e madeira bem combinados.
Já o fondue de chocolate pode ser harmonizado com um vinho do Porto ou Madeira. O nosso Porto Offley Ruby (R$62) jovem, frutado e acessível seria uma ótima pedida. E, como vinho madeira o Henriques & Henriques Full Rich 5 Years (R$68) que, com 5 anos de amadurecimento ganha complexidade, persistência e estrutura, com toques frutados cítricos e caramelo com certeza valorizaria ainda mais sua sobremesa.


Bem, depois dessas dicas de harmonizações com fondue desejo a todos um maravilhoso inverno regado a ótimos vinhos e boa comida. Saúde e bom apetite!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Zahil Santos na imprensa - Jornal Vicentino

Recebemos a visita do Jornal Vicentino em nossa loja na semana passada, para uma entrevista sobre o consumo de vinho no Brasil e na baixada santista. Fiscamos muito gratos pela presença da imprensa local que vem observando o interesse geral da população pelo vinho, especialmente com a chegada do inverno.
Murilo procurou simplificar o consumo da bebida de maneira a desmistificar o serviço do vinho, desde a armazenagem até a temperartura para o consumo.
O mais importante para se consumir adequadaemente um vinho é gostar e saber apreciar. Da nossa parte, estamos sempre dispostos a ajudar na seleção do vinho que irá mais agradar ao paladar de cada um e passar as informações necessárias para que o prazer do consumo seja maior.
Vejam a reportagem na íntegra no link abaixo.

http://www.jornalvicentino.com.br/home/2011/06/04/vinhoum-estilo-de-vida/

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Degustação Vinhos Catalunha

No dia 24 de maio tivemos uma degustação em nossa loja dos vinhos Castillo Perelada, nosso produtor espanhol da regisão da Catalunha. Patrice Lesclaux, o diretor da vinícola, esteve em nossa loja na última terça-feira e, com seu português fluente encantou a todos pela simplicidade e simpatia. Degustamos sua Cava Rosada (R$88), um vinho apreciado nas nas mesas de grande personalidades mundiais como Salvador Dali, produzido a partir de variedades autóctones: Macabeo, Xare-lo, Parellada, Garnacha, Trepat e monastrel. O vinho 5 Fincas (R$119), um corte de Merlot, Garnatxa, Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Cabernet Franc, de 5 vinhedos diferentes surpreendeu pelos aromas frutados. Finca Malaveina (R$185), produzido no vinhedo argiloso do mesmo nome, é um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Garnatxa, estagia 14 meses em barricas de carvalho, resultando num vinho intenso e com fruta marcante. Produzido a partir de vinhedos de 90 anos de idade em solo arenoso e cheio de pedras, Finca La Garriga (R$185) apresenta grande concentração e surpreende pelo frescor (100% Cariñena). Finalmente, degustamos Finca Espolla (R$195), o grande sucesso da noite a base de Monastrel (Mouvèdre) e Syrah, é produzido no vinhedo de solo escuro e cheio de pedras, extremamente aromático e muito marcado pelo caráter mineral e floral.
Agradecemos a todos que participaram e colaboraram para o incrível sucesso de mais um evento Zahil Santos. Abaixo as fotos do evento (obrigada Mário!).









quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vinhos Catalães - mapeando as D. O. e seus vinhos

Cada catalão consome por ano 13,1 litros de vinho, principalmente tinto, sendo assim são os maiores consumidores do mundo.
A Catalunha se divide em 11 principais regiões para produzir seus vinhos; a mais famosa é a D.O. Cava.
As Cavas são produzidas com as uvas xarel-lo, parellada e maccabeo mas a chardonnay também está ficando popular. Estão em segundo lugar no ranking da produção mundial de espumantes, só ficando atrás dos Champagnes.
Voltando às regiões, na D.O. Penedès tradicionalmente se produzem vinhos brancos, mas os tintos já estão aparecendo. São usadas as uvas tintas tempranillo, grenache, monastrel, carignan, cabernet sauvignon e samsó, também são autorizadas a cabernet franc, merlot e pinot noir; entre as uvas brancas estão a parellada, xarel-lo, maccabeo e subirat-parent e também a chardonnay e sauvignon blanc.
A D.O. Priorato quase desapareceu há vinte anos e agora ressurge acima de toda a Espanha, pois é onde está alguns dos vinhos tintos de mais classe e mais caros do mundo. Vinhos encorpados e ricos com um caráter mineral difícil de alcançar, produzidos com cariñena e garnacha. Em 2003, virou D.O.C. usando as uvas garnacha (tanto a tinta quanto a branca) e a cariñena. Também são cultivadas as uvas cabernet sauvignon, merlot, syrah e pinot noir.
Também existe a D.O. Montsant, região novíssima que era uma sub-região de Terragona e fica em torno da D.O. Priorato. O principal vinho produzido é tinto, mas não são exatamente iguais à sua vizinha e os preços são muito mais amigáveis.
A D.O. Allela produz vinhos brancos refrescantes, geralmente com Pansa Blanca apesar de também estarem presentes Sauvignon Blanc e Chardonnay.
Com grande variedade de vinhos, sendo a maioria com boa reputação e preços razoáveis, a D.O. Costers del Segre é fascinante. As uvas utilizadas nessa região são as tintas tempranillo, cabernet sauvignon, merlot, pinot noir, monastrel, garnacha e cariñena e as brancas chardonnay, garnacha blanca, maccabeo, xarel-lo e parellada.
Menos expressivas existem ainda as D.O. Terragona, Terra Alta, Conca de Barbera e Pla de Bages.
A D.O. Empordà - Costa Brava é uma das regiões de onde a Zahil importa vinhos, como a nossa linha Castillo Perelada; essa região anteriormente produzia rosés bem simples mas agora está sendo reconhecida pelos tintos excelentes e com estilo moderno (http://www.castilloperellada.com/).
E finalmente, englobando todas existe a D.O. Catalunya que inclui todas as D.O.s anteriores para simplificar e não confundir os clientes.


Texto produzido baseado em matérias dos sites: http://comida.ig.com.br/pelomundo/espanha/catalunha/m1237704500767.html e
http://wine-st.blogspot.com/2010/06/vinhos-da-catalunia.html

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Zahil na Prazeres da Mesa - maio 2011

Na edição 83 ano 8 da Revista Prazeres da Mesa os vinhos Zahil foram citados em diferentes matérias.
Abrindo o caderno de vinhos, na matéria "Dia Mundial da Malbec", o nosso Primus Malbec (Salentein, R$195) foi citado como um dos malbecs que valem a pena. Na matéria, Horst Kissmann nos esclarece que a malbec chegou à Argentina pelas mãos do agrônomo francês Michel Aimé Pouget, e que atualmente é cultivada em todas as regiões vitivinícolas desse país. O brasileiros são o 3º maior comprador de vinhos argentinos do mundo.  
Didú Russo escreveu sobre uma avaliação de vinhos brancos de uvas autóctones europeus, exceto Chardonnay e Sauvignon Blanc. A Confraria dos Sommeliers degustou às cegas avaliou vinhos de castas brancas pouco conhecidas no Brasil, uma país que apesar do clima tropical apresenta baixo consumo desse tipo de vinho. O Trimbach Riesling (R$101) foi citado como uma boa opção de compra, com 84 pontos.
Reunidos no Barbacoa, uma churrascaria paulista com bom serviço de vinho, o júri avaliou 12 vinhos bordalezes produzidos com Cabernet Franc, a casta francesa que se adaptou muito bem em diferentes países. Nesta avaliação o nosso Bourgueil La Coudraye (Loire - R$95) recebeu 88 pontos, sendo considerado ótimo.
Na matéria de Ricardo Castillo, sobre a Vinitaly 2011 - Feira de vinhos italianos de Verona - o crítico focou suas análises em produtores já conhecidos no Brasil e no Barolo 2007, uma vez que a dimensão da feira tornava impossível uma avaliação mais ampla de todos os produtores. Nosso produtor de destaque foi Michelle Chiarlo, do Piemonte, considerado por Castillo, "um dos mestres do Barolo". O Barolo Tortoniano 2007 (R$ 285) foi classificado com 87 pontos, considerado bem equilibrado, cheio de frescor intenso e com final longo. Ao outro Barolo, Cerequio 2007 (R$475), Castillo atribuiu 94 pontos e o considerou "grandioso, elegante, repleto de frescor e com taninos potentes, que preveem um longo envelhecimento".


sábado, 14 de maio de 2011

Espanha: Muito mais do que Cava

Um dos principais produtos agrícolas espanhóis é o vinho mas apesar disso somente agora o produto e suas uvas autóctones têm recebido reconhecimento internacional. A Espanha tem mais terra com vinhedos do que qualquer outro país, isso porque o solo muito seco não suporta muitas vinhas e, então, as mudas são plantadas distantes umas das outras.

Dentre as regiões produtoras destacamos a Catalunha, que além da produção vinícola é o primeiro destino turístico da Espanha, especialmente a badalada Barcelona. Os vinhedos se estendem desde a costa quente do Mediterrâneo até altitudes onde o frio é um fator de qualidade útil, produzindo assim, uma ampla gama de estilos de vinhos, desde o mais refinado frizante ao mais rico dos xaropes. A região catalã, com seu clima mediterrâneo caracterizado por altas temperaturas no verão e invernos úmidos é a principal produtora da Cava, espumante espanhol feito como o Champagne, pelo método champenoise. Em 1999 foi introduzida a D.O. Catalunya, que abrange todas as regiões catalãs e aprova misturas entre elas; antes disso a apelação para vinhos não-espumantes mais importante era Penedès, muito restrita. Outra importante D.O. catalã é Empordà, mais ao norte da Catalunha, antes conhecida apenas por seu rosado turístico produzido com a uva Cariñena e que hoje oferece uma excelente gama de misturas, tanto de tintos como brancos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Zahil: Expovinis 2011

Estive na Expovinis 2011, que apesar de não estarmos com stand, tínhamos presentes na feira três produtores (dois deles novos).

Começo falando da vinícola portuguesa Henriques e Henriques, que já está conosco desde o ano passado. Fomos recebidos com muito carinho pelo diretor Humberto. Degustamos seus vinhos e estudamos ações para aumentarmos a divulgação dos vinhos fortificados, ainda pouco conhecidos e degustados no Brasil. Em breve teremos novidades.

Participamos de uma degustação de vinhos Chilenos na Wine of Chile, e nosso Aquitania Cabernet Sauvignon (R$49) surge como uma verdadeira jóia, pois entre todos os Cabernet que provamos sem duvida o Aquitania se destacaria. Seguimos a degustar e tivemos a oportunidade de experimentar dois vinhos do nosso novo produtor Chileno, a BODEGA VOLCANES DE CHILE; o primeiro um Pinot Noir que se aprovado por Jorge Luck poderá engrossar a nossa linha de Chilenos, e o outro - com chegada prevista para julho - com o nome do vulcão PARINACOTA (R$98) corte de Carignan e Syrah se mostrou intenso, elegante e com taninos finos, vem aí com certeza mais um grande sucesso de vendas para a Zahil.

Finalizamos a visita aos nossos parceiros no stand do Château Ferry Lacombe (Provence-Bandol), onde fomos recebidos pelo proprietário da vinícola o francês Michel Pinot que com seu português fluente (adquirido quando trabalhou na rede Carrefour na Brasil) nos apresentou três dos quatro vinhos que importaremos, sendo eles os Rosés Haedus (R$57) e Cascaï (R$118) e o branco Haedus (R$57). Destaque para todos os vinhos, e para a simpatia de Michel.

Para mim a feira também vale para me reencontrar com amigos que infelizmente só encontramos uma vez por ano.

Abraço a todos
Murilo